Igreja de N. Senhora da Conceição
Neste final de semana tivemos o privilegio de visitar a tão afamada praia da Almofala. Almofala dos Tremembé, como disse em seu poema o poeta e meu ex-professor, Jose Silvanovo. Apesar do progresso que já experimenta, com ruas calçamentadas, escola e estrada asfaltada, Almofala ainda é uma praia rústica e deserta. Sem mansões ou os famosos loteamentos imobiliários, é ainda uma praia de extensos coqueirais.
E como ficou perto. Saímos de gol sem muita pressa e com uma hora de viagem, sem forçar o acelerador, já estávamos diante de tão belos coqueiros gigantes e abundantes. O povo estava sentado nas calçadas vendo o sol se pôr diante de uma brisa agradabilíssima. Pernoitamos.
Na manhã seguinte, domingo, após ver o Inter desbancar o poderoso Barcelona lá no Japão, ganhando o seu primeiro mundial de clubes, jogo onde brilhou dois cearenses paideguas, comedores de baião-de-dois, Ceará e Rosinei, saímos para conhecer de perto duas obras magníficas.
A primeira foi à famosa igreja de Nossa Senhora da Conceição, aquela que ficou soterrada durante cem anos por uma duna gigante. Aliás, desta não vi o menor sinal. Quanto à igreja, num barroco típico, alva como a bruma, mostrou-me ainda um pouco de cascalho na soleira da porta principal. Pareceu-me uma cicatriz deixada por aqueles quarenta e cinco anos envolta num mundo de areia.
E como ficou perto. Saímos de gol sem muita pressa e com uma hora de viagem, sem forçar o acelerador, já estávamos diante de tão belos coqueiros gigantes e abundantes. O povo estava sentado nas calçadas vendo o sol se pôr diante de uma brisa agradabilíssima. Pernoitamos.
Na manhã seguinte, domingo, após ver o Inter desbancar o poderoso Barcelona lá no Japão, ganhando o seu primeiro mundial de clubes, jogo onde brilhou dois cearenses paideguas, comedores de baião-de-dois, Ceará e Rosinei, saímos para conhecer de perto duas obras magníficas.
A primeira foi à famosa igreja de Nossa Senhora da Conceição, aquela que ficou soterrada durante cem anos por uma duna gigante. Aliás, desta não vi o menor sinal. Quanto à igreja, num barroco típico, alva como a bruma, mostrou-me ainda um pouco de cascalho na soleira da porta principal. Pareceu-me uma cicatriz deixada por aqueles quarenta e cinco anos envolta num mundo de areia.
Segundo dona Aldenora, nativa que nos acolheu bondosamente, as missas e a demais atividades do culto católico estão ocorrendo numa outra igreja.
- Na de São José, porque esta a Polícia Federal fechou! A pequena igreja barroca em forma de cruz é tombada pelo patrimônio histórico nacional e foi lacrada após o roubo das imagens ocorrido há alguns meses.
- E quanto ao ladrão?
- Tem lá quem saiba, nem onde foi parar!
A outra curiosidade foi a estação local do projeto Tamar, que em mais de dez localidades da costa brasileira desenvolve um importante trabalho de preservação das tartarugas marinhas. Aqui foi a vez da Marli se deliciar.
A unidade conta com um bom serviço de atendimento ao turista: local de venda de souvenires, um museu com várias amostras das espécies aruanã ou tartaruga verde ou oliva, tartaruga de pente, tartaruga de couro, a cabeçuda e a conhecida tartaruga branca, a menorzinha.
Cascos, crânios e, filhotes e ovos em conserva de formol; fotografias e mapas fazem parte do acervo, assim como réplicas em resina, além de uma equipe de jovens com as informações na ponta da língua para tirar qualquer dúvida do visitante. Mas, o que mais agrada são os filhotes de cerca de cinco anos, ainda sem sexo definido e pesando em torno de quinze quilos, nadando docilmente em tanques de águas límpidas.
- Papai, eu peguei na nadadeira de uma delas! Marli estava radiante.
Não fora uma pequena atolada que o Mateus deu com o Gol na areia fofa o passeio teria ocorrido sem nenhum incidente.
No momento, ao lembrar tão bom e inesquecível passeio, só uma dúvida: até quando Almofala se manterá tão pacata e limpa de dar saudade a quem lhe visita?
- Na de São José, porque esta a Polícia Federal fechou! A pequena igreja barroca em forma de cruz é tombada pelo patrimônio histórico nacional e foi lacrada após o roubo das imagens ocorrido há alguns meses.
- E quanto ao ladrão?
- Tem lá quem saiba, nem onde foi parar!
A outra curiosidade foi a estação local do projeto Tamar, que em mais de dez localidades da costa brasileira desenvolve um importante trabalho de preservação das tartarugas marinhas. Aqui foi a vez da Marli se deliciar.
A unidade conta com um bom serviço de atendimento ao turista: local de venda de souvenires, um museu com várias amostras das espécies aruanã ou tartaruga verde ou oliva, tartaruga de pente, tartaruga de couro, a cabeçuda e a conhecida tartaruga branca, a menorzinha.
Cascos, crânios e, filhotes e ovos em conserva de formol; fotografias e mapas fazem parte do acervo, assim como réplicas em resina, além de uma equipe de jovens com as informações na ponta da língua para tirar qualquer dúvida do visitante. Mas, o que mais agrada são os filhotes de cerca de cinco anos, ainda sem sexo definido e pesando em torno de quinze quilos, nadando docilmente em tanques de águas límpidas.
- Papai, eu peguei na nadadeira de uma delas! Marli estava radiante.
Não fora uma pequena atolada que o Mateus deu com o Gol na areia fofa o passeio teria ocorrido sem nenhum incidente.
No momento, ao lembrar tão bom e inesquecível passeio, só uma dúvida: até quando Almofala se manterá tão pacata e limpa de dar saudade a quem lhe visita?
Valdenir Linhares
Em 20 de dezembro de 2006
Atividades propostas:
Lingua Portuguesa (2ª Série do Ensino Médio)
Como se trata de uma crônica o professor deve iniciar solicitando aos alunos uma leitura do texto e a observação da imagem da igreja de Almofala. Partindo da definição de Crônica procure identificar característica desse gênero como:
1. Narrativa que decorre num desenrolar de tempo (mais cronológico que psicológico);
2. Característica que o aproxima mais do texto literário do que do texto jornalístico, apesar de sua publicação ser de costume feita em jornais;
3. Geralmente apresentar um desfecho supreendente, enquadrar-se no estilo de crônica crítica.
Arte (1ª Série do Ensino Médio)
Ao observr a imagem da igreja o aluno deve concluir que é de estilo Barroco.
Atividade:
1. Elaborar um texto apresentando as características que aparecem na fotografia da igreja que comprovam este estilo de arquitetura.
2. Enquanto obra literária a crônica Almofala apresenta quuais características que nos permitem considerá-la uma obra de arte?
História (Ensino Médio)
Considerando o aspecto artístico e religioso bem como o meio e a época em que foi edificada a peqeuena igreja, dentro de uma tribo Tremembé, responda:
1. Que significado teve para o branco português a edificação desta igreja?
2. E para o povo nativo?
Biologia (Ensino Médio)
1. Segundo os funcionários do Projeto Tamar Almofala é uma importante zona para a preservação das espécies de tartarugas marinhas por ser uma área de alimentação. Pesquise quais os hábitos alimentares das espécies incidentes em Almofala e o que a população, especialmente os pescadores artesanais, podem fazer para contribuir na sua preservação.
2. Como um texto literário dessa natureza contribui para a consciência ambiental dos seus leitores?


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